11 maio 2007

O PAPA E A IGREJA

Na sua actual visita ao Brasil o Papa continua na sua jornada incansável e afirma que a sociedade cada vez mais ridiculariza a santidade do matrimónio e a virgindade antes do casamento.
"O mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples que rejeitem ser consideradas criaturas objecto de prazer"

Felizmente que eu guardo o maior desprezo para uma aquilo que eu considero das piores ideologias que existem pois contribuem para uma enorme infelicidade daqueles que tentam seguir os ditames e os padrões ridículos que a igreja desde sempre impôs na sociedade.
A igreja não existe para ajudar ninguém a alcançar a verdade sobre a vida; apenas existe para dominar os Homens e a sua vida em toda a amplitude. Felizmente que vivemos numa sociedade que tende a valorizar a liberdade e o individuo pois ao longo da história, onde a igreja tem poder verificam-se grandes atropelos à dignidade das pessoas.
Porquê toda esta aversão ao prazer? Bem vistas as coisas a prostituição não é propriamente a profissão mais velha do mundo. Por mero acaso vi hoje um programa que passou na rtp2 sobre a forma como a sociedade encara o sexo ao longo da história e os bordeis surgiram pela primeira vez no reino unido ao tentarem imitar os banhos públicos tão populares nos países pagãos com a pequena diferença de misturar homens com mulheres. A prostituição como a conhecemos hoje evoluiu porque os impérios cristãos ao explorar as terras de povos pagãos deparavam-se com uma cultura do sexo muito mais aberta e isso aliado à necessidade de saciar os grandes exércitos fez com que entrasse em moda enviar prostitutas ás centenas para acompanhar o exercito. Coisa que ainda recentemente foi discutida no parlamento de um país que não me lembro qual.
Os figuras dos deuses dos povos pagãos tinham todos um carácter sexual explicito, simbolo de fertilidade, e foi o cristianismo que inventou toda esta aversão ao sexo por oposição ao paganismo.

Para mim, ao contrário da opinião da maioria, a ideologia cristã (e qualquer ideologia religiosa pois todas se baseiam nas mesmas ideias) é altamente prejudicial pois promove um estilo de vida que não leva em consideração as nossas verdadeiras necessidades. É ridículo incutir sentimentos de culpa em relação ao sexo, promover a monogamia quando fantasiamos de vez em quando coisas diferentes, mitigar a masturbação, sexo antes do casamento, aliás: o próprio casamento era proibido nos primeiros tempos do império do cristianismo. Pois o casamento na época era apenas um contrato social sem qualquer valor religioso. A invenção do santo sacramento foi uma maneira de se adaptar à inegável vontade da sociedade.

Em boa verdade acredito que grande parte do negócio do sexo que, para católicos e mesmo para ateus como eu, incita estilos de vida pouco recomendáveis, como a prostituição, sobrevalorização do sexo, pouca afectividade, etc... deve-se precisamente ao sentimento de culpa incutido pela nossa cultura cristã. Pois se podemos ter sexo de borla para quê pagar? O sexo só pode ser negócio em sociedades doentias como a nossa, em que muita gente quer ser padre de dia e playboy á noite. Se as pessoas assumissem as suas necessidades sem preconceitos então seria muito mais fácil encontrar parceiro em vez de seguir o caminho "fácil" de ligar para um numero de relax. Não faz sentido promover o amor platónico para toda a vida e os bons costumes. Faz falta uma sociedade em que se aceite que cada um tenha a experiência sexual que bem entender desde que não prejudique/ engane ninguém : homossexuais, casais swingers ,fetichistas, etc... Afinal 99% das pessoas criticam este tipo de comportamentos e, por exemplo, os clientes das prostitutas são maioritariamente casados. Onde está o bom senso? Vivemos numa sociedade da treta. Se querem ter vários parceiros tudo bem. Mas seja qual for a vontade de cada um, não é necessário enganar ninguém e construir uma família de faz-de-conta que só é feliz aos olhos dos outros.

P.S. Falta comentar o triste episódio da polémica à volta dos patrocínios do mapa de peregrinação a Fátima. Mais uma demonstração da triste ignorância de certas pessoas. Afinal eram SexShops. O que tem de mal? É um negócio que pode (e deve ;) ) ser usufruído por pessoas casadas. Não promove este ou aquele tipo de prática sexual. Se fosse patrocinado por bordeis, isso sim, ainda se compreendia a indignação.

Com isto tudo não imaginem que eu ponho todo este liberalismo, extremo para alguns, em acção nem a minha casa é um bordel. Nem só o que eu faço é correcto e toda a gente deveria ver o mundo desta maneira. Cada um deve ter o estilo de vida que desejar sem qualquer pressão social e para isso é preciso aceitar as diferenças. Se eu não gosto de determinado tipo de pessoas simplesmente afasto-me; não tenho que colidir com ninguém nem tentar converter o mundo. E a igreja representa precisamente o oposto desta minha filosofia.

2 comentários:

Anónimo disse...

e a igreja representa o contrário dessa filosofia ( simples, feliz e humilde) simplesmente porque se tivessem essa mesma filosofia, iriam perder ( ainda mais do q já acontece), aquilo que a religião unicamente quer, e que sabe que só quase consegue na base da mentira, total ofensa aos sentimentos e inteligência básica de qualquer ser humano, imposição, e da ameaça de reprimendas sociais/religiosas, por estes terem práticas normais e humanas: os fiéis. Que são o que lhes concede o poder e estatuto de existir enquanto religião.

Marc disse...

Muitos se assustam com a idéia de que a filosofia cristã não é apenas mitologia, quando correm ao estudo das suas inferências práticas ao ser de sua teologia, transformado pela psicanálise, filosofia transformativa no geral e interpretacional transformadora das idéias teológicas em sua substância, no que quereriam dizer automaticamente no ramo ou setor da filosofia clássica em si mesma ( criação por Deus = potência para além das materialidades observáveis e entendidas; estar infimamente ligado ao cosmos que o produz, dotado de potências e vazões enormemente infinitas enquanto modo vivendis e literário ).

Até mesmo Gilson, Etiénne e outros mais se assustariam com as inferências da linguagem estudiosa psicanalítica moderna acerca do cristianismo e, as universidades no geral, se veriam diante da maior mediocridade da história ( a sua falsa explanação sobre cristianismo ), obrigadas a fechar a porta, até que se reestruturassem para explicar o que e como é que foi construída a civilização ocidental. Para além de suas críticas apenas negativas acerca do cristianismo, teriam que pensar, pela primeira vez na vida. Acerca do universo que as construira.

Sair da mediocridade, significa adentrar o lado alto e iluminado da mente humana.
" O homem foi feito à imagem e semelhança de Deus = o ser humano, possui em si, vontade e arbítrio, se baseia numa formação de valores e quer fazer em sua cultura, idéias sobre o certo e o errado, não é relativo, é absolutamente real em todas as culturas. A Igreja como todas as filosofias estritas em si mesmas, elege a mente humana e a boa fama de Aristóteles para, acerca de todas os assuntos da fé e da moral, explanar o mais alto grau do que seria " altividade " para a raça humana: em excelência de convivência, e não em egocentrismo da doença do não amar o ser humano na sua própria essência: capacidade de ser-se potência infinita da excelência da convivência humana. O que o Catolicismo evoluciona é a idéia de que todos os povos são iguais entre si ( imagem e semelhança da potência criativa, que só necessitam reconhecer essa igualdade ) perante Deus Em sí, e aptos ao sujeito ( confissão = ser perante a terra e os seus representantes reais, idéia de que se é igual, quer ser igual e contribuir ao todo sem se desfazer do ser igual, ao considerar no padre ou outra via filosofal, o humanitário máximo ali representado, ou seja estar-se à máxima unidade para com a terra, através da terra mesma: a pessoa humana nela contida ). Também, o que evolui é a idéia do que seja bem ou mal, para além da crítica contra o catolicismo, deveria-se explanar a crítica do catolicismo: 1 - ela evolui em conjunto com a humanidade toda, 2 - a sua doutrina interpretacional não é dogmatica, 3 - apenas o seu dogma esclarecido como tal, o é, 4 - apenas ela mesma pode explanar a sua doutrina, 5 - filosofar com ela, é realmente fazer filosofia, para além da nossa viseira, é acatar as suas críticas, adverter-se acerca da filosofia mesma, a partir dela mesma, entender a nossa forma da razão, as críticas errôneas em relação a ela ( que são a maioria ), fazer-se uno com a técnica interpretativa e do conhecimento para apenas então, saber o que há, para se criticar ou advir com algo mais exato e agudo acerca da sua própria fé filosofal.

Se se pode evoluir em conjunto, através do debate da própria filosofia mundial, o que é o bem e o mal, através do debate para além da via populacional nacional e intra-povos, é porque os homens devem chegar ( senão não haveria razão ), à convivência, mesmo que não perfeita, perfeitamente entendível, em especial ao ponto de vista, de que somos todos "homo-sapiens".

O que se necessita estudar não é a crítica ao Catolicismo, mas antes de tudo, a crítica social aos críticos do catolicismo, para que, ao se estudar a Igreja Católica em si mesma, derrubemos a ignorância social e instaurada dos meios acadêmicos gerais. A partir da interpretação do que ela em si mesma, seria. Sem reclamações, mas apenas cultura para se elevar a mente a vislumbrar o que em si mesma, ela quereria dizer, para apenas após essa analise sabermos do que falaríamos ao menos.

Não é que ela não seria passível de crítica, todas as sociedades humanas o são, e cometeram abusos neglicenciais à espécie humana pelas mais variadas razões possíveis( gregos, filósofos, igrejas, gerais e, et cetera ), estamos falando sobre o seu entendimento. Essencial para que a espécie humana saiba do que fala, pela via da coragem para o entendimento da verdadeira filosofia nela mesma. Coragem para se falar as coisas pensadas e para se ouvir as explanadas.

A Igreja acredita na real via racional, ou seja, da razão a qual criou a raça humana, por tal, busca entendê-la através da cultura e da hegemonia do ser da dignidade humana, várias formas de se entender, pela via cristã, a qual engloba desde Aristóteles até muito mais, a verdadeira melhor forma de conviver em excelência para a dignidade humana, busca então, pela via da razão vivenciar o racional inicial o qual nos dá a forma existencial. Ao qual Ela chama de Deus, ou seja, a via racional para se pensar e ajudar na vivência das características da excelência da vivência mundial, a melhor maneira de se racionalizar ao todo da vivência humana. Para que todos, para além da cultura criada, estejam aptos a finalizar e sofisticar a vida: na convivência do todo, para com este mesmo todo, na excelência da convivência a qual agradaria a maior busca da dignidade humana.
A humanidade já há, é o que ela diz, agora basta buscar a convivência nesta já realidade da vida.

Para a sua identidade própria, a Igreja se faz confirmar pela via da potência criativa, a qual se lhe confirmaria, através da via miraculosa, a doutrina real. Seja em Lurdes, em Fátima ou em tantos outros locais. Locais os quais, para além da crítica científica, se encontram na mais alta alteridade da terra. Pois, em locais como Lurdes, aconteceram ( o que mais de 20.000 ) cientistas, sábios e filósofos viram, de diversas maneiras: recriação de pernas, pedaços internos e externos de órgãos, como órgãos inteiros, confirmação da doutrina central da Imaculada Conceição de Maria, a qual confirmaria aos seres humanos, uma das várias maneiras mundiais de Deus evoluir a raça humana: através da Igreja do seu ser sacramental - pois, se a Maria foi dado tal venerável imagem, é porque Deus venera a raça humana desta mesma categoria, ou seja, todos nós, o que dá, a raçã humana, esperança e fé forte para continuar a caminhada rumo à excelência humana, independente da religião que está, mostra-nos que a partir da santidade, do dizer sim à excelência, da maneira que podemos, acordar para a grande vivência do que são os sacramentos, ou as várias maneiras humanas da santidade: a verdadeira via da dignidade humana para a pureza do ser perante a humanidade caida: ou seja, não adentrada aos portais da evolução humana do ser categórica da vida alta em convivência da dignidade humana.

Assim se dá nas vias religiosas grandes em potencialidade: budismo, islamismo e muito mais. Apenas a solidariedade da cultura mundial pode nos ajudar revelar maneiras mais cônscias da verdadeira paz humana.

A IGREJA COMO AS REAIS DOUTRINAS DA EXCELÊNCIA HUMANA, NOS AJUDAM A ADENTRAR AS VIAS MAIS FÁCEIS DA VIA EVOLUTIVA - DESDE QUE SABIDAS PORQUÊ E VIVIDAS . .

Não são as críticas aos seus erros sociais enquanto humanos e gerais, inquisicionais e demais, aos quais nos referimos aqui, mas à real análise, mais do que certa e aberta à cultura humana, da sua real doutrina e realidade filosofal neglicenciada, a partir da qual, o mundo se abre para a real racionalidade da vida: a vida como se nos fala na sua real vida de pensamentos, idéias e gerais pensadores da vida. Apenas, a partir daí, podemos entender o que é a vida. Pois o todo, a vida continua e comunica, ao fragmento e ao desentendimento, não há nada a não ser a falta da vida.

O mais interessante de tudo: são as acusações à Igreja, em relação a sexualidade, estilo de vida social, erros do passado e, et cetera. Sem qualquer contestação no contexto dessas mesmas histórias, acerca da sua validade para as épocas, o que significariam, o por quê se deram, como encará-las ( mesmo que seja para a crítica ), O por quê, apesar de todas essas errâncias da Igreja, tais serviram como fator humanizador de uma sociedade bárbara e de unicamente, direcionamento para a bárbarie humana e não excelência da vida a dois ou a mais habitantes. Todas essas energias, a sexual e todas mais, serviram, apesar de seus erros de pessoas e, etc., para uma grande jogada: estourar o homem para as potências cósmicas da vida humana para dentro da excelência do amor de pessoa a pessoa: amar-se como se nada mais houvesse, na grande potência cosmológica humana.

O mais interessante de tudo isso, não é falarmos dos erros sexuais ou de diversas matérias, da Igreja, mas jamais falarmos dos erros gerais sociais ( maiores ainda ), os quais a fizeram instaurar regimes mais máximos; como em especial também, os acertos e as possibilidades que tais filosofias trazem à espécie humana, sem limitar a sua ação, mas antes de tudo, a direcionar para a excelência da vida comunitária. Sem deixar de criticar, mas também, nessa ordem, à nossa própria maneira de pensar.

Para que o conhecimento seja a máxima da vida humana.

Ver-se aonde cometeram-se os erros, em nossos tempos, é fácil, ver-se para onde fora a raça humana em razão dos acertos, é puramente omitido e, ver-se a partir dos erros a questão central a qual os fizera errar, ainda mais: se os redirecionando enquanto erros para a cura, em vista de como poderiam acertar ainda mais a essência natural das coisas mais altas da espécie humana: é omitido por razão de que se gosta não de se pensar para desenvolver a excelência da racionalidade e vidas humanas, mas para se compensar com a falta da mesma excelência, por razões da falta da grande análise do que poderia ser a grande vida da excelência humana.

É fácil se criticar, raro, faz-se entender o que há por detrás disso e o que haveria para relevar como real vida daquilo que fujimos o tempo todo que seja.

Onde está a excelência da vida humana !!??

Não apenas em um local, mas nós nem sequer nos amamos nas honras da excelência da geral via destes vários locais da vida humana.


Especiais:
http://centroreflexaocrista.blogspot.com/2006/01/deus-caritas-est-bento-xvi.html


Obrigado pela leitura,
Marc B Alves.