02 janeiro 2006

POLITICA – MEDIDAS SOCIAIS

A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o lugar, por isso ninguém é livre enquanto ‘os outros’ forem oprimidos. Vivemos numa sociedade em que o objectivo dos Governos é sempre o mesmo: limitar o indivíduo, domesticá-lo subordiná-lo, subjugá-lo.

Agora que estamos em época de debates políticos devo dizer que para mim as medidas sociais são as mais importantes pois que vivemos numa crise económica já todos sabemos e desta perspectiva o Cavaco Silva só se destaca pela negativa pois só se preocupa com questões económicas fugindo de tudo o resto.

As grandes problemáticas actuais para resolver são: Aborto, casamento entre homossexuais e imigração. Destas, a legalização do casamento entre homossexuais é a mais simples de resolver pois a lei actual não cumpre a constituição portanto trata-se apenas de colmatar uma FALHA legal.

O aborto é um problema mais complexo pois não se trata de fazer juízos de valor sobre o porquê do aborto: se a mulher não tem possibilidades financeiras, se não lhe apetece ser mãe solteira, se é uma adolescente descuidada ou se é puta de esquina. ISTO NÃO INTERESSA! O que interessa é decidir até que momento o feto não vai sofrer com esta intervenção. O cérebro do embrião (e o próprio sistema circulatório) só começa a funcionar a partir de certa altura… se o embrião é ainda apenas um aglomerado de células para quê complicar a vida ás pessoas? Se considerarmos que o feto não sente, ainda não tem consciência do que o rodeia, até x meses então o aborto deve ser legal até essa altura independentemente dos motivos para tal…pois se vamos a inventar motivos estamos mais uma vez a discriminar as pessoas e a fazer juízos morais acerca da sua conduta de vida o que eu acho q é de evitar de todo.

A imigração é do ponto de vista político a mais urgente pois manter milhares de pessoas na ilegalidade além de prejuízos sociais trás prejuízos económicos pois a ilegalidade promove a miséria, a exclusão e a criminalidade.

Para mim o critério para a obtenção de nacionalidade deve ser o defendido pelo bloco de esquerda: quem nasce cá e português. Os filhos não têm culpa que os pais sejam ilegais portanto não faz sentido manter estas pessoas na ilegalidade. O que significa ser português? Quem é contra a vinda de imigrantes para Portugal são geralmente pessoas que se consideram patriotas: para mim o patriotismo é uma forma mais subtil de racismo. Os portugueses não são melhores que os outros, eu nasci em Portugal como podia ter nascido em qualquer outro sítio e devo ter o direito de poder viver onde eu bem entender. Não vejo motivos para ter um especial orgulho em ser português. Os imigrantes desde que mostrem sustentabilidade económica (emprego, habitação e ausência de dividas) e não cometam qualquer crime devem ser legalizados sem necessidade de terem que casar com portugueses (casamentos ‘arranjados’ é o que está na moda). Filhos de imigrantes devem ter nacionalidade imediata!

1 comentário:

edumad disse...

Discordo parcialmente.

É verdade que são questões importantes que tem de ser resolvidas, e não tem solução simples!
É preciso reconhecer que economia não é só a questão que mais jeito dá ao Cavaco para ganhar votos, é mesmo uma questão vital para o país!
Sinceramente acho que a nossa classe politica muito fraquinha, porque em vez de os terem no lugar e se enfrentarem os aos outros de forma séria e sobre todas as questões, não... Fica-se cada um com as questõezinhas que lhe dá mais jeito (votos).O Cavaco não fala das questões sociais porque sabe que a sua opinião entraria em conflito com (provavelmente) a maioria. O mesmo faz o Soares mas do lado oposto. Cada um usa o seu trunfo...

Mas acho que a maior parte dos homossexual prefere ser solteiro e ter emprego e só depois casar. O dinheiro quer queiram quer não traz muita felicidade, não por si mesmo, mas pelo que possibilita, depois cabe a cada um ter a capacidade de perseguir essas possibilidades.

Dáz-lhes crédito a mais..., as "coisas más" que os politicos fazem não acontecem porque eles nos queiram perseguir mas simplesmente porque pensam só neles e na politiquice.